Poema à Casa do Alegrete, de autoria do alegretense Conselheiro Luiz Afonso Ferreira de Almeida

Casa Do Alegrete

A Casa Do Alegrete
Conserva as suas raízes
E os terrunhos matizes
Pintados pelo Minuano
Cheiro de pasto pampeano
Verde claro da coxilha
Trevo e erva de forquinha
Várzea corticeira em flor
E o sabia floreando amor
Nos galhos da coronilha

Criolos do Alegrete
De lá, estamos afastados
Mas não fomos deserdados
De origens e reminiscências
O som de muitas querências
Murmúrios de rios e sangas
Sabor doce de pitangas
Cheiro agreste de romã
O milagre da manha
Da aurora parindo o dia
E a agua que se bebia
No rio Ibirapuitã

 

Essas lembranças bucólicas
Da terra que nós deixamos
Mas que não abandonamos
São partes da nossa historia
Presas na nossa memoria
São saudade e nostalgia
Que esperam nascer o dia
Para de novo renascer
Mostrando a quem quiser ver
Exemplos de fidalguia

Por todas estas razões
De cunho sentimental
É que aqui na capital
Buscamos uma identidade
Com honra e dignidade
Plural e sem preconceito
Um galpão sem parapeito
Para receber todos nós
Que herdamos dos avos
Moral, decência e respeito

Porto Alegre, 22 de julho de 2011.

LAFA

 

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